Tropa de elite, filme-sensação de José Padilha que concilia a denúncia da realidade com a determinação em oferecer ao público um thriller eletrizante, é bem mais do que uma suave inspiração no projeto de Força-tarefa, seriado semanal que estreou na noite da última quinta-feira na TV Globo. Aqui, o público se depara com dilemas éticos vivenciados por integrantes da Polícia Militar que mantêm uma conduta honesta. Lutam contra a impunidade em meio ao mar de corrupção com o qual se deparam no dia-a-dia.
A julgar pelo primeiro episódio, os diretores José Alvarenga Jr. e Mario Márcio Bandarra procuraram valorizar um registro contido no que se refere aos trabalhos dos atores, que, não por acaso, foram recrutados no cinema, campo cada vez mais repleto de interpretações de qualidade. Hermila Guedes despontou em O céu de Suely, de Karïm Ainouz, Fabíula Nascimento, em Estômago, de Marcos Jorge, e Juliano Cazarré, que costuma atuar com o cineasta José Eduardo Belmonte, fez um dos principais papéis no ainda inédito A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele. Responsáveis pelo texto, Fernando Bonassi e Marçal Aquino também são profissionais ligados ao cinema, valendo lembrar parcerias com diretores como Beto Brant.
Murilo Benício e Milton Gonçalves, ambos à frente do programa, mostraram-se adequadamente econômicos, enquanto Cazarré investiu com segurança no humor. Mas quem brilhou foi Gisele Fróes, atriz que vem imprimindo um naturalismo bastante interessante em seus trabalhos na televisão, como a angustiada mulher de um dos membros da corporação policial, dado como morto.
A direção apostou numa certa estilização através de um jogo de luzes, seja o claro/escuro nos rostos dos atores, seja o contraste entre tonalidades quentes e frias nos espaços fechados. Na trilha sonora, a conciliação entre o som pauleira (durante a maior parte do tempo) e a melodia suave. Quase inevitavelmente, a série reeditou determinados clichês. Exemplos: o do personagem que abriu mão dos próprios princípios com o passar do tempo, tornando-se um desconhecido para os parentes e os amigos; e o do suspeito que acaba sendo morto no instante em que parecia sacar uma arma.
A julgar pelo primeiro episódio, os diretores José Alvarenga Jr. e Mario Márcio Bandarra procuraram valorizar um registro contido no que se refere aos trabalhos dos atores, que, não por acaso, foram recrutados no cinema, campo cada vez mais repleto de interpretações de qualidade. Hermila Guedes despontou em O céu de Suely, de Karïm Ainouz, Fabíula Nascimento, em Estômago, de Marcos Jorge, e Juliano Cazarré, que costuma atuar com o cineasta José Eduardo Belmonte, fez um dos principais papéis no ainda inédito A festa da menina morta, de Matheus Nachtergaele. Responsáveis pelo texto, Fernando Bonassi e Marçal Aquino também são profissionais ligados ao cinema, valendo lembrar parcerias com diretores como Beto Brant.
Murilo Benício e Milton Gonçalves, ambos à frente do programa, mostraram-se adequadamente econômicos, enquanto Cazarré investiu com segurança no humor. Mas quem brilhou foi Gisele Fróes, atriz que vem imprimindo um naturalismo bastante interessante em seus trabalhos na televisão, como a angustiada mulher de um dos membros da corporação policial, dado como morto.
A direção apostou numa certa estilização através de um jogo de luzes, seja o claro/escuro nos rostos dos atores, seja o contraste entre tonalidades quentes e frias nos espaços fechados. Na trilha sonora, a conciliação entre o som pauleira (durante a maior parte do tempo) e a melodia suave. Quase inevitavelmente, a série reeditou determinados clichês. Exemplos: o do personagem que abriu mão dos próprios princípios com o passar do tempo, tornando-se um desconhecido para os parentes e os amigos; e o do suspeito que acaba sendo morto no instante em que parecia sacar uma arma.



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